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sábado, setembro 04, 2004  

Fasten Kuiper Belt

Era este o título que o post de Quinta-Feira, sobre a Pluto-Kuiper Belt Mission, deveria ter.
Agora já não dá.



posted by Paulo on 22:46


 

Na reprodução das pedras nem sempre o sexo é frio

As pedras de fogo também tinham sexo. Chamavam-lhes Terrebolem, Terroboli, Terrobuli ou Piroboli, numa alteração do étimo grego pirobolos= "o que lança fogo" e incluíam-se entre os seres da natureza descritos pelos bestiários medievais.
Dizia-se que se podiam encontrar nas montanhas do Oriente. Quando a pedra fêmea se aproximava da pedra macho dava-se uma tremenda combustão, incendiando a montanha e queimando tudo o que existisse em redor.
A simbologia traduzia-se num apelo à castidade - que o homem não se deixe aproximar da mulher, pois como o Terroboli há-de arder no inferno do pecado carnal.

As pirites de ferro devem estar na base científica desta lenda.



1- Alne, N. Yorks, um par de terrobolem rodeado por chamas.
2- Whitersfield. Essex, um par de terroblem agitando-se com o ardor.


Bestiário de Abarden (c.1200). Adão e Eva aproximando-se com as pedras do fogo na mão.
No texto também são apelidadas de adamas (dos adamitas pecadores) e dá-se o exemplo de Sansão e José que também foram tentados por mulheres.

posted by zazie on 22:06


 

"All men dream but not equaly"

Hoje, na RTP2, às 22.h. Lawrence of Arábia.



General Murray : I can't make out whether you're a bloody madman or just half-witted.
T.E. Lawrence : I have the same problem, sir.

posted by zazie on 19:43


 

Nenhuma flor?


Belgais, Abril de 2003

Ela vai a caminho. E nós também. Com a música da chuva nos ouvidos (Setembro, de Tonino Guerra).

posted by cristina on 15:01


 

Dir-se-iam castanheiros...



"O cinema de António Reis e Margarida Cordeiro tem a ambição desmedida da poesia, único critério da sua verdade, do seu vigor, da sua latência duradoura no espectador. Só essa realidade lhe interessa, só essa inteireza busca. Cinema de secreta e paciente convocação e manipulação dos materiais, não tem paralelo com nada do que o cinema já ergueu. Nele se confunde o respeito pelo real e a sua transgressão, o documento e a ficção são postos em causa, enquanto categorias formais, pelo seu tecido. Realidade, imaginário, visões, sentimentos, há certamente um vocabulário-outro para falar dos objectos cálidos e fascinantes que Reis e Margarida Cordeiro geram: poemas fílmicos, belíssimos e solidários, majestáticos.

Dir-se-iam castanheiros..."

Jorge Leitão Ramos, Dicionário do Cinema Português 1962-1988, ed. Caminho, 1989

Em jeito de presente, excerto recolhido neste site (onde há mais referências ao cineasta), para o blog António Reis.



posted by cristina on 14:39


sexta-feira, setembro 03, 2004  
The Last Communist

"Would the last communist out
Switch off the lights?"
They shout as they go
Into the night

They think that it's over
Maybe it is
But I'm staying here
Alone with this promise

In my mind
It still exists
I'm the last communist
Alone in the Soviet Union

(In the Soviet Union)
There's a light switch on the wall
(In the Soviet Union)
And a canteen down the hall
(In the Soviet Union)
I make faces with a torch
(In the Soviet Union)
In the mirror on the back of the bathroom door
(In the Soviet Union)
Shining up the lino on the corridor floor
(In the Soviet Union)
Eating dead pigeons cold and raw
(In the Soviet Union)
Drinking vodka through a straw
(In the Soviet Union)
Weeping for the visions Lenin saw

I like it here
I like it fine
The radiator's warm
The bus is on time

And healthcare is free
A job is for life
The caretaker is me
I'm switching on the lights

In my mind
It will exist
I'm the first communist
Alive in the Soviet Union

(In the world of freedom)
You lived a long time ago
(In the world of freedom)
You filled your shoes with six black toes
(In the world of freedom)
You rode to work on a big skateboard
(In the world of freedom)
And swiped your celery barcode
(In the world of freedom)
Exploding filippino washing machines
(In the world of freedom)
Your sinister servants watch TV
(In the world of freedom)
You shake our palm trees violently
(In the world of freedom)
Until the coconuts fill your plastic tray
(In the world of freedom)
You're writing up the budget and you're purchasing supplies
(In the world of freedom)
It's always someone else's turn to die
(In the world of freedom)
You're launching major missile strikes (on the Soviet Union)
(In the world of freedom)
To prove you'll never drink Zamzam cola
(In the world of freedom)
The car protecting your child is killing mine
(In the world of freedom)
You're blinded by the headlights on the autobahn
(In the world of freedom)
A chimp made off with your sports jacket, boy
(In the world of freedom)
Your king is a monkey and a mongoloid

Today I'm alone
The war hasn't even begun
But your king hasn't won
One day you'll come

It's so clear
Our future's here
I am just the caretaker
All is forgiven!
Come back communism!

Momus, album "Oskar Tennis Champion" (2003)


posted by zazie on 20:28


 

G&T

Gin ant Tonic
50 ml London Dry Gin
Água tónica


Verter o gin num copo cheio de gelo. Juntar uma rodela de limão ou lima acabada de cortar. Adicionar água tónica a gosto (em geral, duas vezes mais do que a quantidade de gin) e mexer de forma a libertar o sabor do zimbro presente no gin. Como acontece com todos os cocktails, a qualidade dos ingredientes é um dos factores mais importantes no G&T. Quanto melhor o gin, naturalmente melhor será o produto final. Os perfeccionistas poderão guardar a garrafa de gin no frigorífico, tal como os copos. A água tónica deverá ser sempre acabada de abrir (evite as versões de dieta). Não há nada pior do que um G&T feito com água chocha, limão velho e gelo tristonho. O gelo, aliás, é igualmente crucial: deverá ser gordo e feito preferencialmente a partir de água mineral ou água filtrada e os cubos, se possível, deverão ser secados num pano limpo (quanto mais gelo no copo, mais tempo demorará a dissolver-se e a diluir os sabores delicados do G&T). O copo deverá ter um fundo pesado para que as bolhas da tónica durem mais tempo. Lima ou limão? É tudo uma questão de gosto. Algumas pessoas argumentam que o limão ou a lima são tão fortes que escondem os sabores subtis presentes no gin e preferem, por isso, beber G&T sem qualquer citrino (sobretudo quando se usa Beefeater, que é suave e com sabor a limão).

Texto de Paulo Anunciação, repescado de uma revista Pública antiga

posted by cristina on 13:43


 

sob escuta > faixa #15


Fotografia de Anton Corbijn

Tom Waits no Y. A mais calma das canções de guerra? "Day after tomorrow", para ouvir aqui.

They fill us full of lies everyone buys about what it means to be a soldier


© NPR

posted by cristina on 09:49


 
You are Welcome to Elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices qe andam
e podem dar-nos a morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palvras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, qeu esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palvras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nóse as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Mário Cesariny (1923), Pena Capital

posted by zazie on 01:49


quinta-feira, setembro 02, 2004  

Plutão > Charon > Cintura de Kuiper 2006-2015


Pluto and Charon. Nasa

The large Kuiper Belt object Quaoar beyond Pluto. Nasa Artist concept

Pluto-Kuiper Belt mission.
Trajectória da missão.
FlyBy.

A partir daqui, só com Passaporte. Godspeed.

posted by Paulo on 21:08


 

posted by camponesa pragmática on 19:45


 

Internet faz hoje 35 anos




The story of the creation and development of the Internet is one of an extraordinary human adventure. It highlights people's capacity to transcend individual goals, overcome bureaucratic barriers, and subvert established values in the process of ushering in a new world. It also lends support to the view that cooperation and freedom of information may be more conducive to innovation than competition and proprietary rights.


Assim começa o primeiro capítulo de The Internet Galaxy, de Manuel Castells, uma sucinta mas brilhante análise das implicações sociais do aparecimento da Internet. Neste capítulo, Castells desenvolve a ideia exposta na última frase da citação acima. Contudo, talvez a mais impressionante defesa desta ideia esteja contida em The Cathedral and the Bazaar, escrito pela curiosa personagem que é Eric S. Raymond: hacker , anarquista e ardente defensor do porte e uso de armas de fogo. Praticamente todo o livro pode ser lido na página pessoal de Raymond.




posted by António Rebelo on 18:21


 

Imagens onde viver.

"Sitting on a cornflake, waiting for the van to come."



(Em miúda, sonhava com esta)

posted by camponesa pragmática on 16:10


 

menos que um post :

é só para avisar que isto não está esquecido.


posted by cristina on 16:06


 

objectos de estimação #1



Maço de tabaco Boa Viagem, antes do terrorrismo gráfico.


posted by cristina on 14:38


 

sob escuta


posted by camponesa pragmática on 12:44


 

... ou então não



Ciclo de Carl Th. Dreyer na fnac da Santa Catarina às 18h00, entrada gratuita:

O dia da cólera, ontem
A Palavra, hoje
Gertrude, sexta-feira, dia 3
O meu ofício, terça-feira dia 7
A paixão de Joana D'Arc, terça-feira, dia 14

J'ai travaillé sur ce film [Ordet] avec un jeune opérateur très intelligent et très doué: Henning Bendtsen. Nous étions d'accord pour ne pas nous contenter seulement d'une bonne photo. Ce que nous voulions arriver à faire, c'était à trouver l'atmosphère exacte. Autrefois, les opératuers parlaient de «mettre de la lumière». Aujoud'hui, on dit «mettre de la lumière» et «mettre de l'ombre». «Mettre de l'ombre» est une réalité aussi importante que «mettre de la lumière». Un visage, mis dans l'ombre, peut, dans certaines circonstances, faire un effet plus grand et exprimer plus de choses que s'il est en pleine lumière.

Carl Th. Dreyer, Reflexions sur mon métier
© Petite bibliothèque des Cahiers du cinéma

posted by cristina on 12:20


 

leva-me à cidade...



às 22h00, na Cinemateca, le plus beau film de l'histoire du cinéma: Aurora de Friedrich W. Murnau.

posted by cristina on 12:18


 

Ars Electronica


"Motion Traces"

Have 25 Years of Progress Helped? é esta a questão base que será discutida num dos maiores festivais de tecnologia e arte. Começa hoje e finda no dia 7 de Setembro, Áustria.



posted by Lídia on 10:19


 

Estamos ali.

posted by Paulo on 06:02


quarta-feira, setembro 01, 2004  

hoje, na RT2, às 23.15h

A trilogia de Pier Paolo Pasolini: Decameron, Os Contos de Canterbury e As Mil e Uma Noites.


Velászquez, A Oficina de Vulcano; serviu de inspiração para o papel do discípulo de Giotto no Decameron.

posted by zazie on 21:51


 

Un petit peu de Reiser

(dedicado à menina triciclofeliz)



clique na imagem para aumentar...
aqui para continuar
e mais aqui

posted by zazie on 20:03


 

1º Festival Internacional Dixieland

3, 4 e 5 de Setembro de 2004
Cantanhede




Li a boa nova no último boletim do JazzPortugal, fui lá ler o resto e roubar o cartaz. Está lá também um pdf com o programa.

posted by camponesa pragmática on 15:47


 

Linha do equador

1. O Repórter mandou um postal, com selo. Do Equador. Diz que está mesmo em cima da linha, que se fartou de blogs, que não volta. Que não vale a pena escrever, "a verdadeira criação é a criação de galinhas!"
Mas?!! Isto é roubado ao Raduan Nassar! O rapaz não tem cura...

2. A lógica é uma disciplina com falhas, basta uma pequena distração e abre-se uma brecha. Michaux encontrou, sabe-se lá onde, este poema do Gancho e decidiu abandonar a geografia. Vai explorar os olhos pois "é aí que está a verdadeira matéria". Agradecemos toda a sua perícia nos mergulhos e paciência nos salvamentos.

Desejamos uma boa viagem aos dois. Voltem quando quiserem. Poèsie des yeux, c'est!

3. Champollion

Pode-se ler nos teus olhos o que o Champollion não leria
Ciência que o amor tem e nada tem a geografia
Na escola ensinam-te madrastas
coisas do diabo e sem interesse
No amor se resumem todas as castas
Seja que casta for ou de qualquer espécie

E bem se pode ler nos teus olhos yes
E vai-la a velida lavar camisas
E seja o que for se pode de qualquer espécie
Yes
pois bem de l'amour avant toute chose
Et pour cela je préfère tes yeux
Avec beaucoup de matière amoureuse
Avec beaucoup, beaucoup, beaucoup


Poèsie des yeux, c'est!

António Gancho, "O ar da manhã"
© Assírio & Alvim


posted by cristina on 14:51


 

sob escuta


posted by camponesa pragmática on 14:44


 

Fritar miolos a sorrir, sob escuta


Weather Report | Live in Tokyo | 1972

posted by Paulo on 13:36


 

deambular pelas ruas



com Pierre Bonnard

posted by cristina on 11:20


 

Réponse à une enquête sur "la poésie et le cinéma parlant"

    1° Le cinéma parlant est...
    il est peut-être môche (sic)
    il sera.
    C'est pour moi la seule forme d'expression qu'il m'intéresserait d'employer en ce moment... si l'on m'en fournissait un moyen. C'est tellement joyeux d'imaginer qu'on n'aura plus la peine d'écrire, comme je le fais en ce moment...

    2° Il n'y a pas de poèmes.
    Il n'y a que la poésie.
    Je mets, sur le même plan: Il pleut, bergère, Le Poème-Préface de Mme Putiphar, Booz endormi, Le Balcon, L'Émigrant de Lander Road, Les Illuminations, Les Chants de Maldoror, L'Assommoir, Une Cure, Les Rapaces, La Symphonie nuptiale, la colonne Vendôme, les tableaux de Picasso, Derain, Miró, Masson, Piero della Francesca. Donc, question sans réponse.

    3° L'amour.
    Le film pornographique est le film poétique seul valable.
 

Robert Desnos, Les Rayons et les ombres, Ciné-France, 11/07/1937, n° 14

posted by cristina on 09:35


terça-feira, agosto 31, 2004  

E acabou-se

De volta à elegante e serena normalidade, entretanto perturbada por perniciosas forças estrangeiras às quais nem Nossa Senhora, que em tempos desviou uma maré negra da nossa costa, parece conseguir opor-se, fica-se com imensa vontade de ouvir este disco:


posted by António Rebelo on 17:51


 

Lugares de Férias #7

Cacela Velha e Ilha de Cabanas



posted by António Rebelo on 17:40


 

Lugares de Férias #6

Sagres



posted by António Rebelo on 17:35


 

Lugares de Férias #5

Costa Vicentina - Odeceixe



posted by António Rebelo on 17:18


 

Lugares de Férias #4

Entardecer em Porto Covo





posted by António Rebelo on 16:43


 

Lugares de Férias #3

Jardim em Serpa e igreja ocupada por cegonhas em Pias*




*Viva o vinho de Pias!

posted by António Rebelo on 16:21


 

Lugares de Férias #2

Ruínas Romanas e Convento de São Cucufate



posted by António Rebelo on 15:29


 

Lugares de férias #1

Monsaraz



posted by António Rebelo on 12:26


 

Inventário breve (com cheiro a figos)

Subi à serra das Fontes; percorri a rua do Mar a horas diferentes; perdi a conta às nuvens; arrastei-me pelas esplanadas; ouvi histórias e inventei outras; dei de caras com uma personagem do Kiarostami no Cais da Calheta. Como o Pedro da Silveira, quis morar no ilhéu para acordar todos os dias em frente à praia; deitei-me nas pedras; procurei o Pico por trás de São Jorge; saí de barco em direcção à Terceira, três horas e um quarto de mar. No mercado comprei ameixas da terra e araçãs, figos e uvas de cheiro; pensei roubar as Papoilas para Cesário Verde, de António Dacosta no Museu de Angra e uma versão de Michael Kohlhaas de Agosto de 1973, capa verde, da Inova, que descobri na Biblioteca na Praia da Vitória, mas fraquejei. Subi à serra do Cume; desci à Furna da Água; andei à cata da arquitectura do Ramo Grande. Comi bolo lêvedo ao pequeno-almoço. Vagueei por Angra; entrei em igrejas. Procurei pessoas; encontrei textos. E outras coisas, não menos importantes, que ficam por discriminar.

posted by cristina on 12:00


 

AGOSTO

Com o mar dentro dos olhos

Tonino Guerra, traduzido por Mário Rui de Oliveira


Federico Moroni

posted by cristina on 08:43


 

trabalhos em vão


Ferrar uma avestruz, Cadeiral de Catedral de Saint-Jean-de-Maurienne, séc. XV.

"na minha opinião, o homem é tanto mais feliz quanto mais numerosas são as suas modalidades de loucura, contanto que não saia da espécie que nos é peculiar e que é tão espalhada que eu não saberia dizer se haverá, em todo o género humano, um só indivíduo que seja sempre sábio e não tenha também a sua modalidade".
Erasmo de Roterdão, Elogio da Loucura, 1511.


posted by zazie on 03:06


segunda-feira, agosto 30, 2004  

Molloy

Molloy abjura a personagem à procura do leitor, a ideia à procura de quem a pense.
Procura-se Molloy.
Como encontrá-lo, se nos recusamos a perguntar-lhe quem somos?

posted by Paulo on 18:27


 

Magician

Magician, Magician
take me upon your wings, and
gently roll the clouds away

I'm sorry, so sorry
I have no incantations
only words to help sweep me away

I want some magic to sweep me away
I want some magic to sweep me away
I want to count to five
turn around and find myself gone
Fly through the storm
and wake up in the calm

Release me from this body
from this bulk that moves beside me
Let me leave this body far away

I'm sick of looking at me
I hate this painful body
that disease has slowly worm away

Magician take my spirit
inside I'm young and vital
Inside I'm alive, please take me away

So many things to do, it's too early
for my life to be ending
For this body, to simply rot away

I want some magic to keep me alive
I want a miracle, I don't want to die
I'm afraid that if I go to sleep I'll never wake
I'll no longer exist
I'll close my eyes and disappear
and float into the mist

Somebody, please hear me
my hand can't hold a cup of coffee
My fingers are weak, things just fall away

Inside I'm young and pretty
too many things unfinished
My very breath taken away

Doctor you're no magician
and I am no believer
I need more than faith can give me now

I want to believe in miracles
not just belief in numbers
I need some magic to take me away

I want some magic to sweep me away
I want some magic to sweep me away
Visit on this starlit night
replace the stars the moon the light, the sun's gone
Fly me through this storm
and wake up in the calm
I fly right through this storm
and I wake, up, in, the, calm

Lou Reed | Magic and Loss | 1992



Algimantas Aleksandravicius

posted by Paulo on 17:52


 

Papoilas para Cesário Verde *

A última vez que vi António Dacosta foi em sonhos nos Açores. Ele estava a ter um sonho e eu entrei lá dentro como visitante. Posso entrar no seu sonho, António Dacosta?, perguntei: Ele levantou a tela do quadro que estava a pintar e respondeu-me: entre lá no meu sonho, isto é, no meu quadro.

António Tabucchi, 1993


*1988 | acrílico sobre madeira | 42x95 cm | Galeria 111 | Sala Dacosta do Museu de Angra do Heroísmo


posted by cristina on 17:37


domingo, agosto 29, 2004  

Saudação a Blaise Cendrars

Desta ilha à margem de onde passam os cargueiros e paquetes vindos
de Antuérpia, do Havre, da Inglaterra, a proa
feita ao ocidente, às Bermudas, às Pequenas Antilhas, ao Canal
do Panamá e, noutros rumos,
à Nova York dos arranha-céus
ou, sobre o sul, ao Brasil onde tu és
segundo dizes,
rei numa ilha de índios bravos;

desta ilha qualquer pequena, absorta, a novecentas
milhas da ponta mais a oeste
da velha Mão-Europa terra firme; aqui, onde
outrora os marinheiros do Norte - no pavor
dos duros aguilhões cortantes
da sua costa alçada e brava -
um nome sinalaram,
Black Coast,
pelos mil veleiros que bebeu...;

desta ilha que tu, passando ao largo, um dia porventura
contemplaste, curioso e comovido da sua solidão
de rochas pretas, húmidas, verdosas
e pequenos lugares onde as casas,
quais navios varados,
olham o mar a pedir-lhe
caminhos livres infinitos...;

desta ilha que tu, no repartir-te inquieto
pelos longes como ela humildes e calados,
nunca no tempo errado-certo
dos teus dias andados,
brevemente que fosse,
de visita habitaste -
em suas casas e montes
e vales escondidos que o silêncio
orla de nuvens imprevistas...

Aqui, onde nasci e te leio e me desdendas
os segredos mais fundos do Não Visto
e do Visível Revelado,

grito o teu nome sobre as águas
e no vento mais lesto,
grito teu nome e saúdo-te, chamo-te,
ó Mestre das Descobertas Impossíveis!

... Depois espero, um instante penso
e a mim próprio pergunto:
- Seria aqui, à vista desta terra
que tu uma vez,
não podendo abordá-la,
botaste ao mar os teus sapatos
aproados à costa?

Mas não, eu sei; que se fosse
eu os acharia encallhados na praia e logo,
seguro e certo do aviso,
com eles calçados
caminhava
pelo mar chão e sobre as vagas
até lá fora te encontrar.

Quando chegasse ao pé de ti
dir-te-ia somente:
- Je te salue! Bénis-moi, mon Maître!

E não haveria estranheza,
nenhum espanto
em ti, Blaise Cendrars.

De repente, iluminado, tu
exactamente adivinhavas
quem sou, mesmo sem nunca
de lugar nenhum me conheceres:

na minha cara, eu sei, verias
(que mais nada não visses)
os sinais, as feições
das irmandades centenárias.

- Sim, Blaise, é isso: eu mesmo, o neto, derradeiro
talvez - na Europa o único restante -,
do companheiro do teu tio-avô
Johann Suter, o subido e abatido
Rei do Ouro (a ele) Roubado:

Suter, o da miragem mais trágica
de todas as miragens
enormes e luzentes fugazes!

Sim, Blaise, eu mesmo,
longínquo
e imprevisto.

Eu a teu lado, Blaise,
a teu lado, ó meu amigo,
a teu lado, ó meu Mestre de Assombros!

A teu lado e aqui,
anónimo e perdido
neste Fundo da Ausência...

Gritando o teu nome sobre a água,
ajoelhado na água invocando o teu nome
e dizendo-te, tocando
o coto do teu braço bombardeado:

- Je te salue! Bénis-moi, mon Maître!

Pedro da Silveira, Flores, Dezembro de 1949; Lisboa, Agosto de 1960

posted by cristina on 22:23


 

Fui ao mar buscar laranjas

Variante roubada ao Pedro da Silveira

Fui ao mar buscar laranjas,
que é cousa que lá não tem;
fui enxuto e vim molhado,
nem sequer vi o meu bem.

Do Cancioneiro popular açoriano

posted by cristina on 21:40


 
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