what is important is not what one accomplished after all but that one entered the path to accomplish it in the first place. Why doesn't it matter where he arrived? Because the path is infinite. And the journey has no end. Because of that it is of absolutely no consequence whether you are standing near the beginning or near the end already — before you there is a journey that will never end. And if you didn't enter the path — the most important thing is to enter it. Here lies the problem. That's why for me what's important is not so much the path but the moment at which a man enters it, enters any path.
Não sei se nesta altura Tonino Guera já saberia falar russo, desconfio que não, ainda não. Havia um tradutor? Talvez. Mas podemos imaginar que conversaram sozinhos, Tonino falando italiano misturado com o dialecto Romagnol e Tarkovski ora em russo ora em nostálgico italiano. Era nessas línguas que gostava de publicar esta conversa...
Tonino Guerra Would you be willing to tell me the end of the film, shot by shot, as if I were a blind man?
Andrei Tarkovski It's a very interesting question. Probably it would be nice not to make films, but only recount them to the blind. A beautiful idea! One only needs to acquire a tape-recorder. "Thought expressed is a lie," as the poet said.
Tonino Guerra Alright, I can't see any thing. Tell me.
Andrei Tarkovski A close-up: an ill little girl, the daughter of the Stalker, is holding a large book in front of her. She is wrapped in a scarf. We see her in profile in front of an illuminated window. The camera slowly tracks back and frames a portion of the table. A table in close-up, covered with dirty dishes: two glasses and a jar. The girl puts the book down on her knees, and we hear her voice repeating what she has read. She looks at one of the glasses. And under the power of her gaze, the glass begins to move towards the camera. Then the little girl shifts her gaze towards the other glass and the other glass also begins to move. Then the girl looks at the glass in the middle of the table and we see that it too begins to move under the power of her gaze. It moves and falls to the ground, but it does not break. We hear a train passing near the house, it makes a strange noise, the walls shake, they tremble increasingly. The camera returns to the close-up of the little girl, and with this sound, with this noise, the film ends.
Não, Jorge, não há nenhuma traição no Stalker. Se fores ver a ficha técnica, encontras lá o nome de Arkady Strugatsky, um dos escritores de “Piknik na obotchine”. E se continuares, descobres mais:
…
"What should Stalker be like in the new screenplay?"
"I don't know, you're the author, not I."
I see. Actually, I could see nothing, but that was the usual thing now. But even before the work started it became clear to my brother and me: if Tarkovsky makes mistakes, they are brilliant mistakes and worth a dozen correct decision by ordinary directors.
On a sudden urge I asked:
"Listen, Andrei, what do you need the science fiction in the film for? Let's throw it out."
He smirked: just like a cat that has eaten its owner's parrot.
"There! You suggested it, not I! I've wanted it for a long time, only was afraid of suggesting it, so you wouldn't take offense."
To make a long story short, next morning I was flying to Leningrad. I won't tell you how it was with Boris, because I'm writing not about us but about Andrei Tarkovsky. We wrote not a science fiction screenplay but a parable (if we understand a parable as a certain anecdote whose personae are typical of the age and carriers of typical ideas and behaviour). A fashionable Writer and a prominent Scientist go into the Zone where their most cherished dreams might come true, and they are led by the Apostle of the new faith, a kind of ideologist.
I returned to Tallinn ten days later. Andrei met me at the airport. We embraced. He asked: "Have you brought it?" I nodded, trying not to shake. At home he took the manuscript, retreated into the next room in silence and shut the door firmly behind him. The wives began to look after me, offered brandy (it was my birthday). Naturally, we couldn't eat anything.
Some time passed, perhaps an hour.
The door opened and Andrei came in. His face expressed nothing, only his moustache bristled as it always did when he was immersed in his thoughts.
He looked at us absent-mindedly, came up to the table, caught a piece of food with a fork, put it in his mouth and chewed on it. Then he said staring above our heads:
"The first time in my life I have my own screenplay."
Aqui [na Zona] os caminhos mais directos não são os mais curtos.
Que tudo se realize, que eles acreditem, que riam das suas próprias paixões. Aquilo a que chamam paixão não é a energia da alma, mas apenas uma fricção entre a alma e o mundo exterior. Mas acima de tudo, que acreditem em si próprios, que se tornem indefesos como crianças, pois a doçura é grandiosa e a força inútil. Quando um homem nasce, é suave e maleável. Quando morre, é forte e duro. Quando uma árvore nasce, é suave e maleável. Mas quando está seca e dura, morre. A dureza e a força são companheiros da morte. A flexibilidade e a doçura são o que dá forma à vida. O que se torna duro não pode triunfar.
We are acquainted with on of the basic assertions of Eisenstein already for a long time : a shot, put next to other shots through editing, is a generator of meaning, of appreciation, of conclusion. Theories of editing in the years 1920 put all of their attention to the reciprocal relationship to the juxtaposed scenes, which Eisenstein called "the point of junction in editing" (montynjstyk) and Vertov an "interval".
It was while working on my film We that I became certain that my interest was pulled towards somewhere else, that the essence and the principal emphasis of editing lied not so much in the assembling of the scenes, but rather in the possibility to separate them, not in their juxtaposition but in their separation. It was clear to me that my greatest interest was not to reassemble two elements of editing but rather to separate them by inserting the third, the fifth or the tenth element between them.
When confronted with two important shots, the carriers of meaning, I don't try to bring them together, nor to confront them, but rather to create a distance between them. It is not through juxtaposition of two shots but through their interaction with numerous links that I get to express an idea in the most optimal way. The process of expressing a meaning, then, acquires a much stronger and much more profound range then by direct pasting.
In such a way the expression becomes more intense and the capacity of a film to give information acquires huge proportions.
That is a type of editing that I call "contrapuntal editing".
Artavazd Pelechian An excerpt of My Cinema, republished in Traffic N°2, 1992
Translated from Russian by Barbara Balmer-Stutz
As Estações, de Artavazd Pelechian e Nosferatu, de G. W. Murnau, amanhã no Auditório de Serralves às 16h00.
«[...] Há cerca de trinta anos, um amigo recomendou-me um volumoso romance histórico do argentino Manuel Mujica Láinez, sobre o enigmático Pier Francesco Orsini, duque de Bomarzo, que se deu ao trabalho de mandar lavrar na pedra da sua propriedade uma fantástica galeria de figuras colossais, monstruosas e inverosímeis. Previsivelmente, o romance chamava-se Bomarzo, e, também previsivelmente, não estava publicado em Portugal.
Não me esqueci da referência, mas não procurei o livro. Achei, isso sim, num dos primeiros números da magnífica revista FMR [nº 12], que o editor Franco Maria Ricci começou a publicar em finais dos anos setenta uma sumptuosa reportagem fotográfica sobre os monstros dos jardins de Bomarzo. Na primeira ocasião, comprei a edição espanhola de Bomarzo, setecentas páginas em letra cerradíssima, a pedir um tempo longo de espera antes que eu tivesse tempo (ou tempo de maturação) para o abordar. O romance ficou assim, letras azuis sobre fundo branco na lombada, à espera de melhores dias, durante os últimos vinte e dois anos.
Há cerca de três semanas, ao sabor de um zapping distraído, caíram-me os olhos numa figura que imediatamente identifiquei como um dos monstros de Bomarzo. Era um documentário da BBC; fiquei a vê-lo até ao fim. Depois, com fria determinação, levantei-me e fui à estante. Senti que tinha chegado o momento: ia finalmente ler Bomarzo.
[…]
Bomarzo é um romance de leitura compulsiva (unputdownable, dizem os ingleses), que conta a lenta, decantada, inexorável progressão do duque corcunda e aleijado para o coração das trevas, para a absoluta indiferenciação entre o Bem e o Mal, nele sublimada, segundo Mujica Láinez (de quem temos, em português, O Unicórnio, publicado em 1990 pela Cotovia), pelo seu magnum opus, as esculturas monumentais e fantásticas do jardim de Bomarzo. Neste livro, não há um único momento de tédio ou trivialidade. […]»
Considerando a frio, imparcialmente,
que o homem é triste, tosse e, no entanto,
se compraz em seu peito avermelhado;
que a única coisa que faz é compor-se
de dias;
que é lúgubre mamífero e se penteia...
Considerando
que o homem procede suavemente do trabalho
e repercute chefe, soa subordinado;
que o diagrama do tempo
é constante diorama em suas medalhas
e, mal abertos, seus olhos estudaram,
desde distantes tempos,
sua fórmula famélica de massa...
Compreendendo sem esforço
que o homem fica, às vezes, pensando,
como querendo chorar,
e, sujeito a se estender como objeto,
se faz bom carpinteiro, sua, mata
e depois canta, almoça, se abotoa...
Considerando também
que o homem é em verdade um animal
e, apesar disso, ao se voltar, me dá com sua tristeza na cara...
Examinando, enfim,
as suas peças encontradas, sua latrina,
sua desesperação, ao terminar seu dia atroz, borrando-o...
Compreendendo
que ele sabe que o amo,
que o odeio com afeto e me é, em suma, indiferente...
Considerando seus documentos gerais
e olhando com lentes aquele certificado
que prova que nasceu muito pequenino...
lhe faço um sinal,
vem,
e lhe dou um abraço, emocionado.
Que importa! Emocionado... Emocionado...
César Vallejo, traduzido por Vicente Cecim
Encontrei o poema neste excelente site.
"Roubei" a tradução de Cecim mas deixei lá o original e ainda uma outra tradução, de Jorge Henrique Bastos, e muitos outros poemas de Vallejo, por isso avancem (direcção Perú, via Brasil).
posted by Anónimo on 13:28
Como amo os teus olhos, minha amiga,
E a chama radiante que neles dança,
Quando por um instante fugaz eles se erguem
E o teu olhar voa célere
Como o relâmpago no céu.
Mas há um encanto mais poderoso ainda
Nos olhos voltados para o chão
No momento de um beijo apaixonado,
Quando brilha por entre as pálpebras baixas
A sombria, obscura chama do desejo.
Fyodor Tyuchev
Quatro exibições apenas. Hoje e na segunda-feira, no Cine-Estudio 222, às 18h45h e às 21h45h: Stalker, de Andrei Tarkovski.
Acabei de o rever aqui em casa e o espanto e sobressalto continuam – é o meu filme, desde há anos. Durante estes dias vamos viajar até à Zona, "o lugar mais calmo do mundo", diz o Stalker.
A Zona é um complexo de armadilhas. Armadilhas mortais. Não sei o que acontece aqui sem a presença humana mas assim que aparece alguém, começa tudo a mexer-se. As antigas armadilhas desaparecem e aparecem novas. Deixa de haver caminhos seguros. O caminho ora é fácil ora extremamente confuso. É isto a Zona. Pode parecer caprichosa mas é apenas, a cada momento que passa, aquilo que dela fazemos mentalmente.
posted by Anónimo on 00:11
Está quase. Hoje o mundo vai mudar. Às 3 da manhã.
Conto de Inverno
termino agosto na casa-mãe
voltarei depois do verão
quando outubro for outono
e o outono outubro já
e o teu coração setembro ainda
desejar (já)o Natal.
Luís Filipe Borges, Angra do Heroísmo, 21.03.2000
Publicado na revista [:ilhas] Out/Nov 2002
Niektorzy -
czyli nie wszyscy.
Nawet nie wiekszosc wszystkich ale mniejszosc.
Nie liczac szkol, gdzie sie musi,
i samych poetow,
bedzie tych osob chyba dwie na tysiac.
Lubia -
ale lubi sie takze rosol z makaronem,
lubi sie komplementy i kolor niebieski,
lubi sie stary szalik,
lubi sie stawiac na swoim,
lubi sie glaskach psa.
Poezje -
tylko co to takiego poezja.
Niejedna chwiejna odpowiedz
na to pytanie juz padla.
A ja nie wiem i nie wiem i trzymam sie tego
jak zbawiennej poreczy.
A National Geographic deste mês traz um trabalho de Steve Winter (texto e fotografias) sobre Cuba: Cuba ao Natural. Vi pouco da revista pois comprei-a hoje antes do almoço. A reportagem anda à volta da fauna da ilha. Vi uma fotografia de dois exemplares embalsamados de uma espécie extinta de pica-pau. Acabou. Não há repetição possível, qualquer possibilidade de regresso. Não acredito em deus e acredito que deus morre em cada espécie extinta.
Cuba, naturally. Fico a olhar para o título disto em inglês e a pensar nas traduções. Cuba é um país altamente contraditório. A natureza é idílica e muito concreta. Tirei fotografias e quando as vi pensei que fosse a minha inexperiência. Mas desde então vejo sempre as dos outros. A quase totalidade das tonalidades de verde existentes nas florestas cubanas foge simplesmente às máquinas fotográficas. Um bom pintor, sensível às cores, que as visse e que as trabalhasse, talvez conseguisse. Mas não há fotografias que deixem adivinhar a riqueza do verde da floresta cubana. Do céu, porém, conseguem os fotógrafos trazer a incrível proximidade das nuvens. O peso esmagador e sublime das nuvens.
Frailecillo, (Fratercula arctica): Esta pequeña ave es muy sensible a la contaminación por hidrocarburos. El petróleo impregna su plumaje y muere de frío o de hambre. Se han recogido 3.854 frailecillos afectados cuando se dirigían a criar en el norte de Europa.
Alca común, (Alca torda): La segunda especie con mayor mortalidad: 3.877 aves recogidas en centros de recuperación. Se manchan de fuel cuando bucean en busca de alimento.
Gaviota patiamarilla, (Larus cachinnans): La colonia en la zona afectada es muy numerosa, más de 50.000 parejas. Es la especie de gaviota que más ha acusado el vertido (748 ejemplares recogidos) hasta hoy.
Halcón peregrino, (Falco peregrinus): Los ejemplares de esta formidable ave que viven en la costa anidan en los acantilados, áreas de difícil acceso donde no ha sido posible la limpieza. El fuel sólo puede ser retirado por el oleaje.
Delfín mular, (Tursiops truncatus): En aguas gallegas viven unos 500 ejemplares, divididos en cinco manadas. El fuel mató directamente al 2% de la población. Las manadas de Arousa y de Noya-Muros fueron las más perjudicadas. A este tipo de delfín se le puede ver dentro de las rías.
Colimbo grande, (Gavia immer): Quizá de las especies más interesantes. Voló desde sus cuarteles en Islandia y Norteamérica para toparse con el fuel. Se han encontrado 65 ejemplares afectados. El hidrocarburo se deposita en su hábitat, los fondos arenosos.
Alcatraz, (Morus bassanus): Cuando se hundió el 'Prestige', los alcatraces se encontraban en pleno paso migratorio. Fueron las aves más afectadas en las primeras semanas (798 ejemplares recogidos). Afortunadamente, son muy abundantes. Provienen en su mayoría de Gran Bretaña.
1. Ubiquidade, precisa-se.
Para não faltar ao encontro na biblioteca logo à noite e ao mesmo tempo ir a Serralves (re)ver “Stranger than paradise”, do Jim Jarmush. Se não conseguir... alguém que vá por mim.
2. Várias razões para uma viagem a Guimarães: Guianluigi Trovesi, quinta-feira dia 13 às 22h00, no auditório da Universidade do Minho; aproveitar para espreitar a oliveira que dá nome ao Largo, a árvore que o arquitecto teimou em fazer crescer para iluminar de novo a igreja; passar pelo Museu à noite; procurar o restaurante que fica tão bem escondido naquele beco; subir à Penha no teleférico.
3. Temos mais um colaborador de estimação. Apareceu aqui e aqui ficou, dia e noite, comendo apenas umas bolachas. “Copio documentos”, diz ele, “e nada mais quero fazer”.
Nem discutímos nem acrescentámos claúsulas ao contrato, aceitámos. É o nosso copista até desejar não o ser mais. O nome dele? Bartleby.
A psicanálise já não se faz no divã, pelo menos na blogosfera. Há dias que Freud corre solto pelas torneiras. Este consultório inovador é gerido pelas doutoras ale e nebia, formadas algures em Itália em “Altos Estudos da Mente Humana – subsídios para aprender a nadar”, “O Consciente e Sobretudo o Inconsciente (CSI) – filmados a 48 fotogramas por segundo por Jean-Luc Godard” e “Canalizações e Vozes Subterrâneas – estudos sobre a alma russa (em 10 volumes)”.
Elas não prometem sanar traumas nem outros problemas do género mas garantem abanar a nossa cabeça e enchê-la de nevoeiro, o que é muito mais interessante.
Vamos enviar o Repórter ao local para averiguar o que lá se passa mas meninas, por favor, devolvam o rapaz em condições. E claro, cumprimentos ao sobrinho.
posted by Anónimo on 13:04
terça-feira, novembro 11, 2003
the turn of the screw
E esta noite? Será que vou sonhar com a Deborah Kerr?
Só arranjava forças para prosseguir tomando a «natureza» do meu partido e tomando a minha monstruosa provação como uma guinada numa direcção que era evidentemente invulgar e desagradável, mas que afinal, apenas precisava de ser defrontada com uma volta mais apertada no parafuso da virtude humana.
posted by Anónimo on 23:29
William Blake The Ancient of Days 1794
Relief etching with watercolor | 23.3 x 16.8 cm | British Museum, London
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
esta longa e fina linha. esta corda bamba feita de som
Tenho uma óptima memória para os sonhos. É curioso porque, para o último filme de Wim Wenders, “Faraway so close”, escrevi duas canções que se enquadram bem nessa categoria de imagens oníricas. Não tinha visto nada do filme e, como é costume, à última hora, mesmo antes da estreia em Cannes, ele telefona-me a dizer: “Preciso que me componhas fragmentos de anjos!…” Assim mesmo, “fragmentos de anjos”… Perguntei-lhe: “Quantos minutos?” Respondeu-me que eram vinte minutos de “fragmentos de anjos”. É o género de instruções que ele dá. Escrevi então “Tightrope” e “Speak my language
Desejei isto porque o título me seduziu: "Laughing in Rhythm". Haverá algo melhor que isto? Não é um título magnífico? Apostei nisso. Agora estou a ouvir os cds. E o título não é uma fraude, muito pelo contrário. São muito boa onda estes cds, muito boa onda.