A National Geographic deste mês traz um trabalho de Steve Winter (texto e fotografias) sobre Cuba: Cuba ao Natural. Vi pouco da revista pois comprei-a hoje antes do almoço. A reportagem anda à volta da fauna da ilha. Vi uma fotografia de dois exemplares embalsamados de uma espécie extinta de pica-pau. Acabou. Não há repetição possível, qualquer possibilidade de regresso. Não acredito em deus e acredito que deus morre em cada espécie extinta.
Cuba, naturally. Fico a olhar para o título disto em inglês e a pensar nas traduções. Cuba é um país altamente contraditório. A natureza é idílica e muito concreta. Tirei fotografias e quando as vi pensei que fosse a minha inexperiência. Mas desde então vejo sempre as dos outros. A quase totalidade das tonalidades de verde existentes nas florestas cubanas foge simplesmente às máquinas fotográficas. Um bom pintor, sensível às cores, que as visse e que as trabalhasse, talvez conseguisse. Mas não há fotografias que deixem adivinhar a riqueza do verde da floresta cubana. Do céu, porém, conseguem os fotógrafos trazer a incrível proximidade das nuvens. O peso esmagador e sublime das nuvens.