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sábado, janeiro 10, 2004  
Woyzeck: A Música

O fantasma da genial ópera de Alban Berg persegue sempre quem queira pensar em “Woyzeck” e pensar-lhe na música. É que a existência de ópera exige duas coisas simultâneamente: ao revelar à evidência o carácter musical da escrita de Büchner, Berg exige-nos música como factor determinante de espectáculo, (e se podemos conceber o “Dom Juan” de Molière ou “As Alegres Comadres de Windsor” de Shakespeare sem pensar na música como factor determinante é porque a natureza de escrita revelada por De Ponte-Mozart e por Verdi é aí fundamentalmente dramática enquanto a que Berg revela é fundamentalmente musical); mas ao exigir a música exige-nos muito claramente a “sua” música” e a sua ópera.
O “Woyzeck” de Berg não é apenas uma ópera — (ou será também a “ópera impossível”?) é toda a encenação. E se a hipótese que levantamos ao texto neste espectáculo não partilha com Berg o “drama” romântico e recusa mesmo alguns dos pontos fundamentais da ópera (o tratamento das figuras do Tambor, do Capitão, do Doutor… e de Woyzeck) as questões que se levantam à música são as de apontar aqui nem mais nem menos do que uma outra ópera. Não se trata de “música de cena” no sentido em que uma música mais ou menos bonita ajeita o tempo de uma mudança e faz “passar” uma cena. É um texto coerente em si próprio, fechado em si próprio que é colado ao texto de “Woyzeck” na mesma relação (e na mesma simetria) que o cenário propõe. Mais facilmente poderíamos dizer que se trata de “música para o cenário”, criando nele e nele espraiando os climas mentais que se sucedem.
Duas ideias bases presidem à escrita de música:
1. a música é tocada ao vivo por um quarteto de sopro;
2. a música organiza-se sobre duas estruturas fechadas e alternativas que se encontram muitas vezes sem se integrarem: o que é cantado em cena / o que é tocado.
O trabalho musical sobre “Woyzeck” é também um “trabalho impossível” no mesmo sentido em que este espectáculo se pretende “impossível”.

Retirado do programa “Woyzeck” de Georg Büchner, do Teatro da Cornucópia.
Infelizmente não está editado, existe apenas em fotocópias.


posted by Anónimo on 13:08


 
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