1. Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos? - Fernando Pessoa.
Li isto há pouco no Blogando Pessoa mas da primeira vez encontrei a frase num dos textos que David Mourão-Ferreira reuniu na antologia O Rosto e as Máscaras (MOURÃO-FERREIRA, David – Fernando Pessoa. O Rosto e as Máscaras. Antologia cronológica, organizada e prefaciada por DM-F, Lisboa, Ed. Ática, 1976). Vou procurar essa crónica mais logo, encontrar e trazer contexto. De todas as formas a frase é bela e não perde o sentido mesmo longe do resto. E parece-me poder aplicar-se bem ao fenómeno da blogosfera e em especial a este moleskine online de sua graça Janela Indiscreta. Com isto da contagem decrescente para bolo indiscreto heheh estou agora a processar material de n discussões que ocorreram ao longo do ano.
2. Somos dispersivos. O que é bom, porque é como somos e não há traição a isso, e pode ser mau para quem chega e não percebe exactamente o que se passa neste blog, como disse a Cristina uma vez. Mas, pessoalmente, como sou muito dispersiva, só encaixaria num blog assim dispersivo. E somos afirmadores, segundo o aforismo nieztscheanopostado, pelo menos uma vez, pelo Tó. Estas duas coisas fazem-me gostar muito da Janela, embora há um ano não soubesse o que era um blog e a revelação me tenha chegado através de mail da Cris :)
3. Esta manhã ouvi um zunzum sobre uma bola de fogo avistada (esta noite?) no Norte de Portugal e na Galiza e que teria origem na grande tempestade que ocorre no sol desde Outubro. Pouco depois, acordei. Como não encontro notícias, pergunto-me se terei sonhado.