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Janela Indiscreta
 
segunda-feira, janeiro 05, 2004  


Hoje lia o JN quando vislumbrei em página desinteressante uma fotografia do Stallone a sorrir. O sorriso do Stallone provocou-me gargalhada interior e o riso suspendeu-me o gesto de virar a página e continuar. Voltei atrás e li o seguinte:

«A televisão japonesa não está com meias medidas em termos de publicidade e com cachets que podem ir até três milhões de euros contrata as grandes vedetas de Hollywood. Assim, lá é possível ver Stallone a vender presunto, Sean Connery a aconselhar uma marca de iogurtes, Leonardo di Caprio a promover cartões de crédito e por aí fora. Mas atenção: estes anúncios só passam no Japão...»

Isto provocou exteriorização de gargalhada para espanto das pessoas que tomavam o pequeno-almoço ao pé de mim, para logo a seguir me deprimir um bocado.

Não sei o que é mais ridículo, se o presunto do Stallone, se os iogurtes do Connery, se os cartões de crédito do outro. Acho triste que essa publicidade interesse a quem quer que seja e que venda produtos. Estes anúncios só passam no Japão (era suposto fazer-se o quê com esta conclusão do artigo? sentir pena? de quem?) mas equivalentes com vedetas à medida também passam aqui.

Esta ideia é deprimente – alguém em frente a uma televisão não ia comprar uma coisa e depois de um anúncio decide (constrangedor usar verbo decidir, tão bonito, neste contexto...) comprar porque viu uma vedeta com essa coisa.

Realmente alguém achará, neste caso, que se comprar um presunto anunciado pelo Stallone fica parecido com o Stallone? E parecido em que medida? Na fama? No sorriso original? Na exposição pessoal? Isso é possível? E, sobretudo, isso interessa? Alguém achará, à nossa escala, que se comer o iogurte anunciado por um actor de uma novela da tvi fica parecido ao actor ou à personagem? Isso interessa? Não são antes coisas das quais deveríamos fugir a sete pés? Aparentar estas aves raras, especificamente e, em geral, tudo o que não seja nosso?

Estes anúncios assim apelam à mais profunda idiotice que um ser humano é capaz de albergar. Pensar que essa idiotice coexiste com um órgão fantástico como o cérebro, que é alimentada e, pior, que é necessária... quanta promiscuidade.

posted by camponesa pragmática on 16:15


 
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