domingo, janeiro 04, 2004
Antecipo a chegada da 1ª edição do Dia do Mar e abro a minha edição recente. O livro é também usado como mapa e já não tem uma folha no lugar. Sento-me ao sol – Janeiro está a ser pródigo – e leio-o. Aparece o Mar sonoro. O primeiro verso recria o mar onde quer que estejamos quando o lemos.
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.