Realizado por Errol Morris, este documentário fala-nos sobre Fred A. Leuchter Jr, um engenheiro de Malden, Machassusetts, cuja missão era desenhar e reparar câmaras de gás, cadeiras eléctricas, métodos de injecções letais e forcas.
Ele tornou-se conhecido nesse campo, trabalhando como perito pelos vários estados onde a pena de morte não fora abolida. Em 1988, Ernst Zundel, um neo-nazi que publicou panfletos como "Did Six Million Really Die?" e " The Hitler We Loved and Why", encarregou Leuchter de conduzir uma investigação sobre o uso do gás nos campos de concentração nazis da segunda guerra mundial. Leuchter viajou até Auschwitz e ilegalmente tirou amostras de tijolos e de argamassa para análise, "provando" mais tarde que o Holocausto nunca acontecera. Leuchter esperava que o seu envolvimento com Zundel seria o ponto máximo da sua carreira, mas em vez disso, arruinou-o.
Na rtp2 às 00h30. A não perder!
Detesto falar nisto mas penso que ele (Mr Death) contém as minhas melhores imagens. Por exemplo, o plano de Fred Leuchter caminhando pela estrada. Não sei se já esteve em cenários, mas quando se tem uma câmara com uma lente de 600mm – que era o caso aqui – o assistente de câmara tem de fazer todas as marcações à medida que a figura avança para a câmara, porque é muito difícil quando se tem uma destas lentes, manter a figura fcada. É dificílimo. Com uma fita, mede-se o local onde ela estará no momento x para se poder cumprir as marcações. Mas eu lembrei-me de focar o fundo e fazer com que Leuchter desaparecesse à medida que se aproximava da câmara. Quanto mais próximo estava, mais desfocado aparecia. Até, finalmente, desaparecer. Nunca vi um plano assim. Até certo ponto isso sublinhava aquilo que Irving dizia – a voz desse plano é a de Irving (um estudioso britânico do Holocausto que é entrevistado no filme). Ele acusa Leuchter de ter praticado um acto de ingenuidade criminosa. Veio do nada e voltou ao nada. Errol Morris