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Janela Indiscreta
 
sábado, maio 17, 2003  
Hoje é o dia das Letras Galegas e a Sara Figueiredo Costa, que é atenta e nossa amiga, enviou-nos uma prenda. Muito obrigado Sara, nós gostamos destas prendas.

Comemora-se hoje o Dia das Letras Galegas, que este ano é dedicado a Antón Avilés de Taramancos. Xosé Antón Avilés Vinagre nasceu em 1935 e foi a sua terra natal, Taramancos, em Noia, que lhe deu o nome por que ficaria conhecido no mundo literário. O seu contributo literário centrou-se principalmente na poesia, embora tenha publicado também alguma prosa.
Regressado à Galiza nos anos oitenta, presidiu à Associação de Escritores em Língua Galega e foi “Conselheiro” para a cultura do município de Noia, eleito pelo Bloco Nacionalista Galego. Morreu em 1992.
Aqui fica um poema:




OS ARRIEIROS DE ANTIOQUIA
FUNDAN A CIDADE NORTEÑA DE CAICEDÓNIA
E PERFUMA-SE TODO O VAL DO CAUCA
COS PRIMEIROS AROMAS DO CAFÉ


I
Aínda soa o machado e o estrondo das grandes árbores
ao cair:
o guiacán, o ceibo -ese castelo vexetal no vento-
o samán de cen ponlas. A araucária. O acaxú.
Aínda soa o estrondo nos outeiros do norte.
O berce da cidade levanta-se do bosque primixénio
-o ar garda ese arrecendo, o aroma
da madeira fresquísima-. Todos os corazóns nun pulo
amasan o adobe, ferven o cal no mesmo sentimento;
e a cantiga dos rudes montañeses arrebenta
desde o fondo do mato. Un hino no estrépito do día.
Dos camiños de Armenia, do Quindío,
chega o chiar dos carros, o bufar dos machos
carregados,
o apeiraxe.
E queda esa luz do día como un istante único
no que as mans e o cántico comenzan a tarefa.
No frescor das mesetas, nos cómaros anovados
a eixada fende a terra orixinal
e o verdor feble do cafeto campea airosamente
entre o ouro do platanar e a coroa apaixonada do
ananá.
O boi, pausadamente, move a roda do muíño de azucre:
todo xira armoniosamente no infindo
-esa pequena dimensión da vida-.

II
Aínda soa o machado e o estrondo das grandes árbores
na madrugada, cando entras na cidade
e un gañán ergueito no cabalo pide esmola
estendendo ceremoniosamente o seu chapeu de palma:
escombros da soberbia doutro tempo.

Xosé Antón Avilés Vinagre
Do livro "Cantos caucanos" (1985)

posted by Anónimo on 09:19


 
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