Vou fazer de conta que estou noutro blog - no epicurista Fumaças - e vou falar de uma garrafa de vinho.
É engarrafado pelos Lavradores de Feitoria, que é um projecto que pretende revalorizar os vinhos da região do Douro. Comprei-o pelo rótulo, é bonito e tem o nome impresso em braille, pode-se tactear.
Chama-se cheda (leia-se chêda) e diz no rótulo que tem cor púrpura e aroma intenso, jovem, com notas de frutos silvestres e algum café / cacau proveniente de madeira, discreta e bem casada com o vinho. Na boca mostra uma acidez bem equilibrada e a fruta bem presente. Elegante com bom volume de boca, apresenta um final bastante fino e longo.
Adoro estas prosas sobre vinhos.
O João Paulo Martins, que é perito, classifica-o como (esta expressão também está bem esgalhada) bom parceiro para o dia a dia.
Acho que custou cerca de 6 euros, tem 13% e o máximo que consigo dizer é que é aveludado e acompanhou muito bem o almoço.