quarta-feira, maio 14, 2003
BookCrossing
Nota: texto longo.
What is BookCrossing, you ask? It's a global book club that crosses time and space. It's a reading group that knows no geographical boundaries. Do you like free books? How about free book clubs? Well, the books our members leave in the wild are free... but it's the act of freeing books that points to the heart of BookCrossing. Book trading has never been more exciting, more serendipitous, than with BookCrossing. Our goal, simply, is to make the whole world a library. BookCrossing is a book exchange of infinite proportion (...).
A ideia do BookCrossing (BC) é simples: pôr os livros a circular. Mas não de qualquer maneira; o ideal é soltar o livro em algum sítio (já foram utilizados cafés, bancos de jardim, estátuas) para que outra pessoa o encontre e apanhe. Sim, a ideia tem a sua dose de romantismo - quase tanta quanta de utopia. Mas já houve casos documentados de sucesso! O mais recente: uma rapariga que encontrou o livro Cinco Quartos de Laranja em cima de uma arca de gelados, em Viana do Castelo. A todos os livros registados no BC é atribuído um número, o BCID, que deve constar no próprio livro (o site coloca à disposição umas etiquetas explicativas, mas nada nos impede de escrevermos nós um pequeno texto). Ao encontrar o livro, com a devida explicação, a Rapariga de Viana ficou a conhecer o BC, inscreveu-se e já participou no último encontro, que ocorreu no Porto.
Esta é outra vantagem do BC - os encontros. O convívio com pessoas que partilham o gosto pela leitura. Fala-se muito de livros, dão-se sugestões, trocam-se opiniões, contam-se histórias. No já mencionado encontro portuense, leram-se contos e poemas, à beira do lago do Parque da Cidade. Mas para não pensarem que só os nortenhos têm direito a encontros, fiquem a saber que o próximo realizar-se-á em Lisboa, já este Sábado. Se quiserem saber mais, é só enviar um mail à Janela e receberão todas as informações necessárias.
Se acham que não conseguem separar-se dos vossos livros, eu compreendo-vos perfeitamente: os livros que registei estavam na minha estante em duplicado. Mas há quem não se importe de registar as suas centenas (uma BCer portuguesa pôs à disposição de qualquer BCer 250 livros!).
Se acham que o BC é uma ameaça à indústria livreira, não podiam estar mais enganados: já comprei livros em duplicado - um para mim e outro para o BC - e também já comprei livros por ter lido via BC e gostado particularmente. E como eu, há mais.
Se têm medo de largar livros sem mais nem menos, existem Crossing Zones criadas de propósito para deixar e ir buscar livros BC: cafés (Majestic, Porto; Vianna, Braga; Cafetaria do Palácio de Cristal, Porto), restaurantes (Agito, Lisboa), bibliotecas (Biblioteca Camões, Lisboa; Biblioteca-Museu República e Resistência, Lisboa), museus (Museu Municipal, Portalegre) e até livrarias (Clepsidra, Lisboa). E podem sempre receber ou passar a outro BCer por correio, em mão ou nos encontros.
Não encontrei mais ses. Que tal espreitarem? Aqui, informação do BC em Portugal. Há, ainda, um Forum em português e uma mailing list - BCPortugal.