A lei de apoio ao audiovisual vai mexer com as estruturas já existentes e deverá ser apresentada este mês. É um dossiê quente da actualidade, sobretudo com as dívidas das televisões ao ICAM a ficarem acertadas. Novidade absoluta é a extensão da Cinemateca aoPorto, que acontecerá no curso de 2003.
De acordo com a nova lei do cinema, que critérios pautarão os concursos? Há uma profunda alteração. O trabalho preparatório, em termos de lei, já existe. É um anteprojecto de lei para o cinema e audiovisual, para os mecanismos de apoio. Está em fase de apresentação pública.
A Cinemateca de Lisboa poderá ter pólos no país? Estamos na fase de anteprojecto e já há infra-estruturas para a existência de um pólo no Porto.
Ainda este ano? Espero que sim. Não é difícil, porque a fusão do IPAE com o IAC obrigou-nos a reequacionar tudo – a Casa das Artes estava integrada no IPAE. A sua actividade mais adequada é o cinema. Esse equipamento pode vir a resultar no pólo da Cinemateca no Porto, permitindo complementaridade com projectos que lá são desenvolvidos. Vamos ouvir o presidente da Cinemateca e proceder à alteração legislativa.
Num concurso de apoio ao cinema, foi acusado de devolver duas vezes a decisão do júri para privilegiar José Fonseca e Costa em detrimento de Leonel Vieira. Devolveria cem vezes. Havia a suspeição de decisões subjectivas. Fiz a minha obrigação. Aquilo era uma confusão e o Estado tem que ser claro e rigoroso. Não me importo de ser criticado por isso.